Ao passo em que Matemática, Língua Portuguesa, Ciências e todas as demais disciplinas que compõem as matrizes curriculares da Educação Básica possibilitam a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competência técnicas nas diversas áreas, é preciso dar um passo além e trabalhar a formação humana para que os alunos, ao sair da escola, possam utilizar esses aprendizados na resolução de problemas sociais. Essa filosofia levou o Colégio Positivo a implantar, em 2014, um grande projeto de formação humana, o qual totalizou mais de 60 atividades transversais, que permearam todos os anos de ensino e disciplinas e trabalharam, ao longo do ano, três temáticas centrais: gestão ambiental, valores e educação para o trânsito.

“O conhecimento técnico só gera a transformação social se estiver acompanhado da sensibilidade de olhar para o outro e da iniciativa de mudar realidades”, resume o diretor-geral do Colégio Positivo, professor Celso Hartmann. Segundo o diretor, o projeto nasceu da sistematização de inúmeras iniciativas já existentes na instituição, como os projetos Ser Humano, Ser Feliz e Conviver para Aprender, de valores, e o próprio Sistema de Gestão Ambiental, certificado no Colégio Positivo, em 2012, pela norma ISO 14.001. “Além disso, observamos a realidade da escola, que é, para o aluno, um microambiente que retrata os desafios a ser enfrentados na sociedade, e incorporamos ao projeto novas ações, voltadas para questões que percebemos que precisávamos trabalhar, como o trânsito”, afirma.

Assim, o projeto de Formação humana propôs temas geradores centrais, os quais foram desdobrados e trabalhados de inúmeras maneiras, em dezenas de atividades, dentro das disciplinas e dos bimestres e trimestres. No primeiro bimestre/trimestre, os estudantes abordaram a temática do Sistema de Gestão Ambiental, que foi desdobrada em atividades sobre a água, a gestão de resíduos, o consumo consciente de energia elétrica e os cuidados com o meio ambiente. Já os valores, trabalhados no segundo trimestre para a Educação Infantil, terceiro trimestre para o Ensino Fundamental I e segundo e quarto bimestres para o Ensino Fundamental II, ganharam destaque com a participação das famílias, a conscientização para a paz e para o respeito e, do 6º ao 9º ano, com atividades voltadas para a convivência e para a solidariedade – essa última abordada em campanhas em benefício da Associação Cristã de Assistência Social (Acridas).

Por fim, a educação para o trânsito envolveu os estudantes da Educação Infantil no terceiro trimestre, os do Ensino Fundamental I no segundo trimestre e os do Ensino Fundamental II no terceiro bimestre, abordando desde ensinamento simples, como a correta travessia da faixa de pedestres, até questões mais complexas, ligadas à legislação e ao respeito no trânsito. Hartmann explica que o planejamento do projeto – uma iniciativa proativa, que busca o aprimoramento da qualidade na formação dos estudantes – teve como foco o resultado que a escola busca entregar para a sociedade por meio de seus alunos. “Antes de pensar nas atividades, pensamos em como é o aluno que queremos ter ao fim do Ensino Médio e chegamos a um cidadão com quatro características: é competente e domina os conhecimentos técnicos; é honesto e ético; tem uma visão apurada dos problemas da sociedade e importa-se com o outro e com o mundo; e tem iniciativa e atitude proativa e inovadora na resolução dos conflitos que enxerga”, relata.

Segundo o diretor, para chegar a esse perfil, as temáticas transversais precisam permear o dia a dia escolar, incorporadas às mais diversas disciplinas. E, nesse trabalho, a participação ativa das famílias é fundamental. “A escola dá as ferramentas e mostra ao aluno diferentes visões de mundo. Mas só a família – muito mais com suas ações e exemplos do que com suas palavras – pode dar o peso e a importância de cada temática de formação humana na vida do estudante. É a família que o auxilia a levar aquilo que aprendeu para fora da escola e que mostra como os conhecimentos, valores e atitudes podem e devem ser aplicados na transformação da sociedade”, finaliza Hartmann.